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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Educação e Arte


Oi Pessoal!
Eu andei ausente por um mes, por motivos de saude, mas ja estou de volta e cheia de novidades!
Hoje eu vou postar uma idéia muito legal para fazermos com as crianças! Aqui em casa foi um sucesso! A montagem/criação de um livro feito em conjunto com a criança. Eu vou explicar…
Desde 1 ano e 10 meses que eu e meu esposo mudamos a nossa filha do berço para a cama. Eu estava grávida e queria fazer essa mudança com antecedência para que quando nosso filho nascesse em outubro, ela não achasse que tinha perdido seu bercinho para o irmão, já criando um clima de animosidade entre eles. Com isso as visitas ao nosso quarto durante a noite passaram a ser um costume. Toda vez que ela acordava e não conseguia dormir de novo sozinha, lá estava ela querendo dormir conosco e nós fazíamos inúmeras viagens para o quartinho dela, para levá-la de volta. Nós explicamos muitas vezes que ela precisava dormir na caminha dela, etc, mas como a maioria das crianças, ela queria o aconchego da nossa cama e da nossa companhia. Depois de muita conversa nós resolvemos premiá-la todas as vezes que ela dormisse a noite toda no quarto dela, sem levantar. Ela achou o máximo e nós dávamos uma cor nova de tinta, ou uma massina nova, uma cartela de adesivos, coisas assim. Enfim nós conquistamos de novo o sossego de dormir, a maioria das noites, pelo menos, sem sermos acordados com os passinhos rápidos dela ou com cheirinho dela no meio da cama.
O problema é que um outro problema surgiu, ela passou a tentar prolongar o máximo possível a rotina da noite. Desde que ela tinha poucos meses de vida, nós estabelecemos uma rotina em casa, toda noite ela janta, toma banho, vai pra cama, nós contamos uma histórinha e depois é hora de dormir. De uns tempos para cá ela pede mais uma “tolinha”, “fica só mais um pouquinho mami”, “mais um gagau quentinho”, enfim… Nós sempre explicávamos para ela o quanto estávamos cansados, relatávamos tudo o que tínhamos feito no dia, etc e ressaltávamos a importância dela dormir sozinha. Mas era só sair do quarto que em poucos minutos já vinha aquela carinha sapeca atrás da gente, tentando barganhar algum privilégio. Depois de perceber o quanto aquilo estava nos cansando e passando dos limites, e depois de muita conversa eu resolvi fazer um livrinho com ela contando a histórinha do nosso dia. Primeiro eu pensei em recortar fotos de revistas e me dei conta que eu já havia colocado todas no lixo reciclável (como os tempos mudam né?! Na minha época de criança as revistas eram fontes de muitos trabalhinhos da escola!). Eu apelei então para a nossa velha amiga “internet”, mais especificamente ao “google images” e fiz uma seleção de imagens e fotos para a montagem do nosso livrinho. Comprei papel tipo cartolina em tamanho A4 e no dia seguinte, enquanto meu pequeno dormia, eu propus a ela fazermos uma atividade artística. Ela amou a idéia! Eu já tinha cortado as figuras, pois achei que ficaria muito longo e ela perderia o interesse, nos seus 2 anos e 10 meses e limitada capacidade de concentração. Nós montávamos a histórinha antes, eu fazia ela pensar e me responder perguntas do tipo, “O que a gente faz quando acorda?”, “Como nós ficamos no fim do dia?”, “Dentre essas fotos, quais parecem caras de cansados?” e por ai vai. Depois de montar cada página eu deixava ela brincar de espalhar cola e colar como quisesse. Quando concluímos a atividade, nós recapitulamos a histórinha, que eu entitulei “Importante Dormir” e ela quiz colar adesivos de estrelas e carinhas felizes (smiles) para as situações em que as crianças da histórinha agiu corretamente.
Foi uma experiência muito boa e proveitosa! Ela curtiu o momento artístico e o fato de ela montar a histórinha pensando e visualizando as situações em fotos, ajudou ela a assimilar melhor a importância de deitar e dormir sem ficar chamando o papai e a mamãe. Desde esse dia, ela melhorou muito!
Eu gostei tanto do resultado que já estou pensando no segundo livrinho que será sobre a importância de dividir, assunto que anda em pauta assiduamente aqui em casa! J
Façam uma experiência e se gostarem da idéia, dê-nos o seu depoimento!
Um beijo especial,
Priscila.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Educação e Cuidado dos Filhos

Olá Amigos!

Depois de um mês de ausência, aqui estou eu de volta! Desculpem-me, mas eu ainda não consegui entrar no ritmo de filhos, casa, escola, marido e todas as outras coisas que aparecem pelo caminho. Eu costumo dizer que o que tem sobrevivido sem mim fica por último, e esse tem sido o caso do blog. Mas aqui estamos para retomar nosso papo!

Às vezes eu me pergunto, e esse é um assunto que eu e meu marido conversamos sempre: Será que eu estou fazendo alguma coisa errada, no quesito cuidado dos filhos??? Será que é assim mesmo ou eu torno as coisas mais difíceis? Mães de plantão, todo comentário será bem-vindo!
Eu sinto que vivo em função das crianças, da hora que eu acordo à hora que eles dormem! No fim do dia eu sinto como se tivesse corrido uma maratona, sem fôlego, exausta! Minha vida, de fato é muito voltada para as crianças. Desde quando eu engravidei de Julia, decidi (junto com meu marido) que eu iria deixar de trabalhar para ficar com ela em casa. Eu queria curtir cada fase da vida dela e assim eu fiz. Depois veio Thiago e a minha certeza de que eu estava fazendo a coisa certa ficou ainda mais clara, mas junto com ela veio a exaustão psicológica, principalmente.

Eu sinto que não tenho tempo para mais nada... Eu estou lutando para perder os últimos 5Kg dos quase 17 que eu engordei na segunda gravidez, mas só agora eu consegui voltar para a academia e mesmo assim acabo faltando alguns dias devido ao cansaço de noites mal dormidas e outros afazeres. Eu e meu esposo decidimos marcar uns dias fixos para fazermos algo juntos, sem as crianças em volta. Nós percebemos que para conseguir fazer as coisas que nos interessa, precisamos virar meio corujas, ficamos acordados até tarde, mesmo sabendo que à noite seremos solicitados e que às 6h da manhã, implacavelmente, as crianças estarão de pé.

Antigamente, quando Julia tirava os cochilos dela, durante o dia, eu tinha tempo para mim mesma, para realizar alguma tarefa da faculdade, de casa ou algum lazer. Hoje em dia, quando um dorme o outro está acordado e eu levo meu dia num ritmo intenso e muitas vezes exaustivo. Devido ao cansaço e a falta de tempo para mim mesma, muitas vezes eu perco a paciência com um e com outro, mas principalmente com a mais velha, que já entende e gosta de desobedecer para testar a gente! (Sem falar nos "Porquês" sem fim, que às vezes nos pegam num momento difícil, mas esse assunto merece um post especial!) :) Ela já percebeu quando eu estou perdendo a paciência e me pergunta: "Você está brava mamãe?" E muitas vezes ela me desarma com a perspicácia dela, pois eu estava justamente tentando esconder a minha irritação ou cansaço. Às vezes eu pego ela dizendo para as bonecas as mesmas coisas que eu digo para ela, que a mamãe está cansada, que elas estão fazendo bobagem e vão ficar de castigo, que teem que obedecer e coisas do gênero! É muito engraçado!

Muitas vezes eu me sinto culpada por perder a paciência, por não ter superada meu cansaço para sair com eles, por achar que podia ter feito mais do que fiz, enfim. Eu acho que toda mãe sente que sempre podia fazer mais do que faz, mesmo que faça muito. Outras vezes eu penso que se estivesse trabalhando fora, eu talvez chegasse mais descansada em casa, pois teria mudado de atividade e minha cabeça estaria mais fresca do assunto: cuidado com as crianças. Mas ver a felicidade deles em me ter com eles em tempo quase integral é muito recompensador! Eles sentem quando o papai tem que ir, Julia já sabe mais ou menos quando ele retorna e fica perguntando por ele, mas ao mesmo tempo eles se sentem tão confortados e felizes de me terem ao lado deles. É recompensador ver que meus esforços em estimulá-los, em aproveitar que eu estou em casa com eles para promover o máximo de aprendizado e desenvolvimento emocional, físico e psicológico, dando resultados positivos.

Bom, eu não sei se estou fazendo algo errado ou não; não sei se todas as crianças demandam tanto dos pais quanto meus filhos demandam da gente, mas ao fim do dia, quando eu vejo meu filho dormindo tranquilo, eu fico feliz de termos vivido mais esse dia juntos e minha filha, que já fala, me diz: "Mamãe, você é super legal!". Isso não tem preço!!! Mas eu não nego que não tem sido fácil! :) Qualquer sugestão aqui é válida, especialmente dos pais que passam ou passaram por isso.

Beijos,
Priscila.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

The Terrible Twos


Eu nunca tinha ouvido falar dos "terrible twos" até eu começar a passar por eles… Ninguém fala sobre este assunto antes de engravidarmos! É quase um segredo de quem já passou! Hehehehe…  Obviamente existe um outro lado muito especial desta fase dos dois anos de uma criança, e esse lado tão único e especial nos ajuda a esquecer dos famosos terríveis dois anos. 

Ao chegar de férias no Brasil, comentando com minha irmã sobre as dificuldades que estou tendo com Julia nesta fase, ela lembrou de um episódio do desenho "A Família Dinossauro”, na qual o baby dinossauro, ao completar dois anos, ficava impossível, e a família resolvia celebrar logo o aniversario dele de três anos para aquela fase difícil passar logo. Eu já pensei em fazer isso, mas não adianta né?! O que vale mesmo é pedir muita paciência a Deus (lembrando que esse e um pedido que se renova dia a dia), respirar fundo e tentar compreender que é uma fase, que eles precisam de ajuda enquanto amadurecem suas emoções e seu lado psicológico e... bola pra frente.

Julia tem um livro muito lindo, que “Thiago trouxe de presente para ela quando nasceu”, ele se chama em inglês "I Love You Because You are You".
Este livro fala sobre como o amor da mamãe é incondicional. Um livro muito legal que mostra que a mamãe ama o seu filho mesmo quando ele está bravo, ou quando faz bobagem, quando grita, quando está dodói, quando está feliz, enfim. Na página em que o menininho do livro está gritando, a mãe está com as mãos nos ouvidos e Julia sempre me pergunta o que a mamãe dele está fazendo com as mãos nos ouvidos e eu tenho vontade de responder que é o mesmo que a mamãe tem vontade de fazer quando ela grita! Hehehehehe… Ela pergunta o que o menininho fez e eu explico que ele está bravo gritando e que, como ela sabe, essa atitude não é legal, mas que a mamãe ama ele assim mesmo e mostro a página seguinte da mamãe conversando com ele. Eu aproveito para falar que gritar não é uma atitude legal e que as crianças ficam mais legais quando se comportam direito, etc.
Às vezes quando ela está gritando, nós mostramos o rosto dela no espelho, e ela não gosta da imagem que vê, então para tara de chorar. É muito interessante!

Aqui em casa as coisas são cíclicas. Fases (ou melhor, dias) em que Julia está super obediente, dócil, calma, praticamente um anjo (com um pouquinho de exagero, é claro!), mas outros dias que parece que ela acordou com TPM precoce, e o dia parece que não anda. Eu sinto como se precisasse que o sol nascesse de novo e eu tivesse que começar tudo do início de novo. Quem sabe assim as coisas seriam diferentes? Mas como não dá para fazer isso eu faço o meu melhor na tentativa de quebrar o ciclo do mal humor, da mal criação, para que o dia de todos seja mais feliz.

Mas que arte hein, essa de educar?! Às vezes parece que é quase impossível fazer com que nossos filhos sejam o espelho de tudo o que ensinamos… Às vezes é um trabalho frustrante embora outras muitas vezes, recompensador. Tambem quando a recompensa vem, vem para desmontar a gente. Com toda a honestidade, inocência e ingenuidade de uma criança de dois anos e meio (idade de Julia agora), ela consegue fazer o meu coração se desmanchar com suas demonstrações de amor e carinho, de inteligência e esperteza.

Educar um filho requer realmente muito de nós pais, somente à base de muito amor, dedicação e entrega para que no fim do dia nós possamos sentir que o trabalho valeu a pena e foi bem feito!

Hoje na hora do almoço eu conversava com duas amigas, com filhos em idades próxima à de Julia, e nós dividíamos a nossas frustrações, nossas boas e más experiências, e eu percebi que não esatava sozinha. Que os "terrible twos" não bateram somente na minha porta (que privilégio seria, hein?! Hehehehe). Entao eu resolvi dividir com meus amigos internautas esse pensamento, reflexo do momento que estamos vivendo.
Agora eu pergunto: Será que os terríveis dois anos duram até os três???

Ju aos 2 anos e meio


Um beijo a todos e boa noite! :)
Priscila.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Voltando das Férias

Olá Pessoal!
Nós acabamos de retornar de umas longas férias que me preveniram de atualizar o blog, mas já estou de volta e colocando a casa em ordem, inclusive esta casa! :)
Senti muita falta deste espaço!!!
Espero que este ano de 2011 seja de muitas realizações!
Um beijo carinhoso,
Férias em família - Salvador-Ba
Priscila.